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sábado, 1 de maio de 2010

Sociedade dos Poetas Mortos

Sociedade dos Poetas 

Á Carlos Lamarca - Luiz Leal




Poesia inédita dedicada a Carlos Lamarca, composta pouco tempo após seu 
falecimento, em setembro de 1971:



Á Carlos Lamarca

Visitante do super espaço
À procura de cores e flores
Sobre a terra repousa o cansaço
E ardente... vai em busca de amores


Terra azul...de ilusões e temores...
Por Justiça no mundo arma o braço
Sob torrido sol, delatores
O libertam na morte e no espaço...


Volta à paz do vazio profundo
Donde veio pretendendo ficar
Sem ter visto as vantagens do mundo

Que do nada pensou divisar
Sem saber que isto aqui é mais nada
Do que o nada onde foi descansar.


Consulte sobre Lamarca no site de Emiliano José  http://www.emilianojose.com.br/






OUTONO - Luis Leal Filho


Carlos Marighella faleceu em 04 de novembro de 1969 e foi sepultado "a toque de caixa", ou a "manu militari", na época do "hoje você é quem manda, falou tá falado, não tem discussão" (Apesar de Você -Chico Buarque) Os militares ditavam as ordens e o bravo Marighella foi sepultado do jeito que os militares queriam.

A ditadura infundia medo, o regime era de terror, de arbitrariedades,crimes, injustiça e muita repressão. O Brasil mergulhava nas Trevas!

Passados 10 anos do seu sepultamento, em 10 de dezembro de 1979, aconteceu o traslado dos restos mortais de Carlos Marighella, de São Paulo para Salvador. Luz !

Antes do ato, foram distribuídos uma especie de convite, que continha a extraordinária poesia da na menos brava, Ana Montenegro, de grata recordação. O ato seria no cemitério das Quintas dos Lázaros, que é um cemitério mais humilde da cidade do Salvador.

Marighella, Lamarca, Che Guevara, cada qual em seu tempo, são, para mim, heróis e se tornaram em ícones da resistência democrática. Como esquecer a história de cada um destes homens ?

É bonito ver alguém abraçar uma causa e lutar por ela.  Os covardes não fazem história, tenho que concordar. Eles abriram e desbravaram caminhos em busca das liberdades democráticas, arrancadas do povo Brasileiro por um nefasto golpe militar, de triste lembrança.

Todos três foram "apunhalados" pela brutalidade, traiçoeira, dos covardes. Cristo foi crucificado, não menos de modo covarde, porque oferecia risco aos poderosos da época. O catolicismo não mente quando diz que Jesus deu a vida por nós, pela crença dele. Do mesmo modo Marighella, Lamarca  e Che Guevara deram suas vidas ao povo e, do mesmo modo, foram assassinados e deram suas vidas por nós, por uma causa justa. Infelizes os que derramaram o sangue de todas as personalidades de vulto da humanidade em nome da tirania, do despotismo. 

Marighella, Guevara e Lamarca eram homens audaciosos. Se vivêssemos nos tempos dos caubóis, não teria um militar capaz de duelar com qualquer deles. O combate contra eles foi covarde, marcado pelo medo e sobretudo desigual !

Todos três ícones, por ironia, assassinados na primavera, que marca o renascer das folhas, das flores anunciando os frutos do futuro. Que viriam e que vieram!

A primavera é uma estação bonita e não havia beleza alguma na morte de nenhum dos três.  Era o tempo do "Faz escuro, mas eu canto, porque o amanhã vai chegar", de gigante poeta exilado,Thiago de Melo.

Interiormente, não era primavera, mas outra estação, assemelhada ao inverno, ou outono. 

Não foi surpresa pra mim ler no convite a palavra “outono, 1969, Berlin” antecedendo a poesia de Ana Montenegro, dando a alguns, a impressão de que teria sido um ato falho, um lapso, ou um equivoco.  Isto por que Marighella morreu em plena primavera. Tudo bem, morreu na primavera, mas Ana Montenegro externava o seu outono interior, do exterior, onde a estação era o outono. Erraram os que não souberam decodificar o que o sentimento dela traduzia naqueles versos e no contexto histórico em que foi escrito.

Ana estava no exílio, abatida e profundamente sentida com a inesperada partida do companheiro, que a fez ingressar no PCB. Ela sentia profundamente aquela imensa perda e era uma dor a mais que sentia.

No outono, em Berlin, as folhas vão mudando de cor, forma-se um espetáculo colorido nas árvores. A temperatura cai e faz muito frio. A temperatura vai gradativamente se elevando com o passar dos meses.

Antes da Primavera chegar  pode chegar a temperatura pode chegar até 18 graus Celsius.


Como em um videoclipe vejo as folhas tombando sobre o chão, amareladas, compondo outro cenário, bonito, mas tristonho para quem via o Brasil mergulhado no obscurantismo de uma época. Outono na Alemanha, primavera no Brasil.  Enquanto Ana Montenegro percorria ruas desertas, no frio e na escuridão da noite, em Berlin, ela sonhava com um Brasil Livre e sabia que a luta continuava.

Escrevo, em Salvador, Bahia, Brasil, e nunca fui ao "velho mundo", é bom dizer, mas posso descrever como é o outono por lá.

 Aqui, na Bahia, antiga região Leste do Brasil, as estações se resumem a, praticamente, duas: inverno e verão. 

Mas o que me interessa, mesmo, é falar do outono de 1969, de Ana Montenegro.

No poema ela inverte as estações, propositadamente. Cabe ao leitor sentir a empatia que os versos irradiam. O sentimento dela era de perda, de luto. Outono é mais ou menos isso. Uma estação reflexiva. Ela, uma exilada, imaginando como foi o enterro do amigo, sem o calor humano que, em tempos normais, de democracia , ele teria recebido, no derradeiro instante, com as homenagens e o cortejo merecido.

Ela escrevia e sentia, como se tivesse assistido tudo. Como se pudesse ver o que acontecia em São Paulo.

Sabia do enterro melancólico para todos, principalmente para os familiares.  Era treva e estávamos na primavera. Tristes e vazios, como uma árvore no outono.

"Como velas, flores, povo  e gestos, se tudo era escuridão?"

Os companheiros, tristes, abatidos e imobilizados naquele momento, naquela primavera em que não haviam flores, mas companheiros caídos, como folhas mortas que caem pelo chão.

Sim, era primavera, mas o coraçõe batia triste. Os sinos não podiam dobrar por ele. Silêncio, meditação. Nada para celebrar, nem mesmo missa.  O coração de Ana estava vazio como uma árvore sem folhas. Ela sentia e sabia que a luta não estava vencida. Novas batalhas viriam. Mirava  o porvir falando-nos de uma futura primavera, de um novo alvorecer, dando-nos conforto e esperança. 

Este poema, que ela fez, dedicado a Marighela, deveria intitular-se OUTONO. Por que era exatamente o outono, que Ana quis externar e retratar no Brasil e que, poeticamente. traduziu em versos. Por quê não colocou o título ? Eu respondo perguntando: então porque colocou outono, se podia, simplesmente, colocar, Berlin, 1969? 

Vejamos os versos finais :

"Mas luz, e flor, e povo, e canto
responderão “presente”, chegada
a primavera mesmo que tardia!"

Trazer o corpo de Marighella à Bahia foi uma conquista e a primavera estava chegando, como chegou, felizmente! Ela, ANA MONTENEGRO, assistiu a primavera que sonhou ver um dia!

E o bom de tudo é que Marighella é eterno como o sempre. Morreu na primavera e brotou como flores que prenunciam sementes e frutos, nos corações de milhares de brasileiros. Marighella vive!

Pra finalizar coloco trecho de pequeno conto que li na internet:

 ..."ela reparou que na praça central, um velho jardineiro começava o seu serviço em meio as flores.
Ela viu que mesmo com nenhuma flor, o jardineiro cuidava de uma roseira. Como que institivamente,
perguntou:

- O senhor não acha que seu serviço de nada serve? No outono as rosas caem e ficam feias.
Não adianta aguar, adubar. Elas permanecerão assim.

O velho parou momentaneamente o seu serviço, olhou para a garota e disse:

- Depende do ponto de vista. Sempre que as rosas secam e uma só pétala cai, outra vai abaixo. Porém, prefiro pensar que depois, na primavera, elas florescerão mais lindas ainda.


Fonte do conto: http://freckledguitar.blogspot.com/2009_04_19_archive.html

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Á Carlos Marighella - Ana Montenegro

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Á Carlos Marighella 
Ana Montenegro
Berlim,outono 1969

Em seu enterro não havia velas:
Como acendê-las, sem a luz do dia?

Em seu enterro não havia flores:
Onde colhê-las, nessa manha fria?

Em seu enterro não havia povo:
Como encontrá-lo, nessa rua vazia?

Em seu enterro não havia gestos:
Parada inerte a minha mão jazia.

Em seu enterro não havia vozes:
Sob censura estavam as salmodias.

Mas luz, e flor, e povo, e canto
responderão “presente”, chegada
a primavera mesmo que tardia!

Fonte:
discurso pronunciado pelo Deputado Luiz Leal, em sessão especial de homenagem
à Carlos Marighella. Convite impresso,pora colocação da lápide,na Quinta dos
Lázaros.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Sigmund Freud

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AVATAR - Imagens recorrentes

"Uma das imagens recorrentes em Avatar é a dos personagens abrindo os olhos. Há sempre alguém acordando no filme. A mensagem subliminar é que a sociedade precisa acordar para os problemas ambientais"

JAMES CAMERON

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A Terra é Azul ! - Faz 50 anos esta frase e 42 de conquista da Lua


12 de abril de 2011
A TERRA É AZUL !

Há 50 anos atrás, o cosmonauta russo,Yuri Alekseyevich Gagarin, de dentro da sua capsula espacial, Vostok 1, deu-nos de presente uma idéia simples, mas emocionante, de como era o planeta terra, visto do espaço sideral. 

Sua frase será eterna, hoje, dia 12 de abril de 2011, faz 50 anos que Yuri Gagarin anunciava ao mundo:

                             - A terra é azul!

Estes fatos acabam no esquecimento da maioria dos terraqueos,principalmente daqueles que não tem a menor idéia do que estas poucas palavras significaram. 

Daí em diante sabiamos que a terra era azul, mas ainda não tinhamos visto uma foto do nosso planeta retratando o que Yuri Gagarin anunciou ao mundo.

Em 20 de julho de 1969 a nave Apolo 11 nos brindou com fotos da conquista lunar e de fotos do planeta Terra confirmando o que Yuri Gagarin já tinha visto e anunciado. 

Meu pai sempre entusiasmado com os avanços científicos, trouxe pra casa, como de hábito, diversas revistas, dentre as quais, recordo, A Manchete, O Cruzeiro, Veja, Realidade, Fatos e Fotos, além dos jornais locais, do Rio e de São Paulo, comprados na Banca de Revista de "Careca", na Praça Municipal... Creio que as melhores fotos foram publicadas na Manchete, dos irmãos Bloch.. 

Foram duas duas conquistas extraordinárias e emocionantes; duas emoções distintas que convergiam para uma mesma constatação: A TERRA ERA MESMO AZUL ! 


Naqueles anos, em que a corrida espacial levou o homem a pisar na lua, aqui na terra regimes democráticos estavam sendo arruinados e as ditaduras militares assumiam o poder de diversas nações, governando povos sob o manto falso da democracia e da liberdade que rege o mundo capitalista. Sem discussões ideológicas !

Era tempo da "guerra fria". Tempos em que CIA E KGB nos conduzia ao mundo das teorias conspiratórias.

Caetano estava preso, sacaneado, sequer sabia a razão de estar encarcerado. Rasparam-lhe a cabeleira subversiva, esteticamente subversiva à "La" Black Power. 


Os militares deviam acha-lo um lunático, mas era apenas um ser humano, com pensamentos e idéias, ainda que enjaulado. Sua irmã, Betânia e sua mulher, Dedé, fizeram de tudo para ve-lo livre. Antes de ser solto, sua mulher levou até ele o exemplar de uma revista que exibia as "tais fotografias" que o inspirariam a compor TERRA.

O contexto era esse: guerra fria, luta armada, muita gente num rabo de foguete, outras tantas torturadas
e outras tantas desaparecidas. O mundo parecia controlado por duas potências políticamente opostas, 
De um lado os Estados Unidos (EEUU) e do outro a União das Republicas Socialistas Sovieticas (URSS).
Era o capitalismo e o comunismo regulando o mundo. Estes dois pessos pesados interferiam em tudo que
lhes disesse respeito. A  CIA vinha desestabilizando regimes democráticos, para implantação 
de ditaduras militares, em franca contradição com o discurso americano, sempre cheirando liberdade e democracia, enquanto na prática tudo é tão diferente. Falsas ilusões...Falsos valores

Não temos mais "guerra fria" e o discurso anti-soviético perdeu o sentido, mais ainda temos parecidos vietnames. Os EUA se transformaram em regente do mundo na era Bush, com a vã filosofia de implantação de uma nova ordem mundial, onde os mandatarios do mundo, chefes soberanos da terra, seria um punhado de capitalistas, da confraria Illuminat. Quiça, Barack Obama mude tal concepção e deixe um mundo em paz.


Tomara que o complexo industrial militar não conduza mais o povo norte americano para guerras sujas. 


Para combater o terrorismo não é necessário declarar guerra, mas usar a inteligência.

Vou tentar colocar a imagem da terra, vista por Caetano quando se encontrava preso:







Terra
Composição: Caetano Veloso

Quando eu me encontrava preso
Na cela de uma cadeia
Foi que vi pela primeira vez
As tais fotografias
Em que apareces inteira
Porém lá não estavas nua
E sim coberta de nuvens...

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...

Ninguém supõe a morena
Dentro da estrela azulada
Na vertigem do cinema
Mando um abraço prá ti
Pequenina como se eu fosse
O saudoso poeta
E fosses a Paraíba...

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...

Eu estou apaixonado
Por uma menina terra
Signo de elemento terra
Do mar se diz terra à vista
Terra para o pé firmeza
Terra para a mão carícia
Outros astros lhe são guia...

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...

Eu sou um leão de fogo
Sem ti me consumiria
A mim mesmo eternamente
E de nada valeria
Acontecer de eu ser gente
E gente é outra alegria
Diferente das estrelas...

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...

De onde nem tempo, nem espaço
Que a força mãe dê coragem
Prá gente te dar carinho
Durante toda a viagem
Que realizas do nada
Através do qual carregas
O nome da tua carne...

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...

Na sacada dos sobrados
Da velha são Salvador
Há lembranças de donzelas
Do tempo do Imperador
Tudo, tudo na Bahia
Faz a gente querer bem
A Bahia tem um jeito...

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Terra!





domingo, 25 de abril de 2010

Travessia - Milton Nascimento


Travessia
Composição: Milton Nascimento / Fernando Brant

Quando você foi embora fez-se noite em meu viver
Forte eu sou mas não tem jeito, hoje eu tenho que chorar
Minha casa não é minha, e nem é meu este lugar
Estou só e não resisto, muito tenho prá falar
Solto a voz nas estradas, já não quero parar
Meu caminho é de pedras, como posso sonhar
Sonho feito de brisa, vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto, vou querer me matar
Vou seguindo pela vida me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte, tenho muito que viver
Vou querer amar de novo e se não der não vou sofrer
Já não sonho, hoje faço com meu braço o meu viver
Solto a voz nas estradas, já não quero parar
Meu caminho é de pedras, como posso sonhar
Sonho feito de brisa, vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto, vou querer me matar


Naquele tempo - continuação do texto escrito mais abaixo

Continuação do texto Razão de ser deste Blog:

Tempos bons em que as meninas usavam saias e vestidos... depois veio a moda feminista das calças. 

É bonito ver mulher vestida com vestido, como era salutar ver aquelas garotas atrevidas - para a época - usando minissaias. Se as grã finas soubessem como ficam apetitosas usando vestidinhos de chita barata, poderiam utilizar este recurso. Prá seduzir não precisa ser chic, basta ter charme pra derramar e um toque mágico de feminilidade pra irradiar, com o corpo, com a alma, com a malemolência e o remeleixo natural.

É bom recordar garotas que exalavam uma energia doce, com simples fragrância de sensualidade. 

Essas meninas, "fina estampa", com um gingado gostoso e tão feminino, levava ao delírio e só podíamos mesmo naquilo. Mas não era assim que funcionava e o jeito era afogar o ganso pra aliviar o tesão, na primeira oportunidade.

Como é bom lembrar aquela minha mania de sair de finiho da sala de aula pra ficar, escondidinho, vendo aquelas três "minas" conversando, enquanto o vento batia nas minisaisas plissadas, cor azul marinho, levantando-as e revelando o pedaço de bom caminho que elas aparentavam esconder. Quase todas vestiam calcinhas brancas, tipo "omo total". 

Minha inocência era tão grande que não sei explicar a razão dela ainda existir dentro de mim. É como o ciúme e a ternura, que sentimos e não sabemos explicar. 

Como esquecer daquelas "mocinhas, inocentes, quanto este prosador,  que circulavam pelo pátio do extinto Sophia Costa Pinto? Era um harém, que dava enorme prazer. Cheias de charme e graça, aquelas garotinhas tiravam meu sossego e me deixavam apalermado e cheio de desejos. Ficava babando que nem um guri sedento e faminto, diante de tanta carne de primeira.  Que saudade do Colégia de D. Ieda Barradas!

O lance eram os lances. Não precisavamos de camisinha... ainda não existia o Le Royale.... 

Guardo boas recordações dos lugares por onde andei e este blog me faz bem. 

Acho que escrevi demais, né?...não é a lembrança, parece ser o princípio do prazer... não sei, pode ser e pode não ser, pouco importa.. 

Efim, este texto foi elaborado, momentâneamente, sem os rigores de quem aspira ser um literato. Não fiz qualquer tipo de revisão. Faça isso por mim !

Meu pensamento é mais rápido que meus dedos... acompanhar o pensamento, enquanto cato milho, fica dificil.

Então tá, escrevi o que não devia e depois altero o que escrevi, de extra-confidencial, embora tudo seja verdadeiro e eterno como sempre.  

Perdoem-me os erros e exageros! 

Agora, PSIU.

Fui !

Nossa Canção - Luis Ayrão

Nossa Canção
Composição: Luiz Ayrão
Olha aqui
Preste atenção
Essa é a Nossa Canção
Vou cantá-la seja aonde for
Para nunca esquecer
O nosso Amor
O nosso Amor...
Veja bem, foi você
A razão e o porquê
De nascer esta canção assim
Pois você é o amor
Que existe em mim...
Você partiu
E me deixou
Nunca mais você voltou
Prá me tirar da solidão
E até você voltar
Meu bem eu vou cantar
Essa Nossa Canção!...
Hum Hum Hum!
Hum Hum Hum Hum!
Hum Hum Hum! Hum Hum Hum!
Larara! Larara!
Larara!
Veja bem, foi você
A razão e o porquê
De nascer esta canção assim
Pois você é o amor
Que existe em mim...
Você partiu
E me deixou
Nunca mais você voltou
Prá me tirar da solidão
E até você voltar
Meu bem eu vou cantar
Essa Nossa Canção!...

Frisson - Roupa Nova

FRISSON

MEU CORAÇAO PULOU
VOCÊ CHEGOU E ME DEIXOU ASSIM
COM OS PÉS FORA DO CHÂO
PENSEI QUE BOM PARECE ENFIM ACORDEI
PRA RENOVAR MEU SER
FALTAVA MESMO CHEGAR VOCÊ
ASSIM SEM AVISAR
PRA ACELERAR UM CORAÇAO QUE JA BATE POUCO
DE TANTO PROCURAR POR OUTRO
ANDA CANSADO
MAS QUANDO VOCE ESTA DO LADO
FICA LOUCO DE SATISFAÇÃO
SOLIDÂO NUNCA MAS
VOCE CAIU DO CÉU
UM ANJO LINDO QUE APARECEU
COM OLHOS DE CRISTAL
ME ENFEITIÇOU EU NUNCA VI NADA IGUAL
DE REPENTE VOCE SURGIU NA MINHA FRENTE
LUZ CINTILANTE
ESTRELA EM FORMA DE GENTE
INVASORA DO PLANETA AMOR
VOCÊ ME CONQUISTOU
ME OLHA
ME TOCA
ME FAZ SENTIR
QUE É HORA, AGORA
DA GENTE IR
VOCE CAIU DO CÉU
UN ANJO LINDO QUE APARECEU
COM OLHOS DE CRISTAL
ME ENFEITIÇOU
EU NUNCA VI NADA IGUAL
DE REPENTE
VOCE SURGIU NA MINHA FRENTE
LUZ CINTILANTE
ESTRELA EM FORMA DE GENTE
INVASORA DO PLANETA AMOR
VOCE ME CONQUISTOU
ME OLHA
ME TOCA
ME FAZ SENTIR
QUE HORA,AGORA
DA GENTE IR
ME OLHA
ME TOCA
ME FAZ SENTIR
QUE HORA ,AGORA
DA GENTE IR.
Fuente: musica.com

Pintalainha - Brincadeira infantil - Incompleta


    PINTALAINHA
    Pintalainha de canavitinha
    Pintou na barra de 25
    Mingorra, mingorra de cantiforra
    Tira esta mão que já está forra
    Pintalainha de canavitinha
    Pintou na barra de 25
    Mingorra, mingorra de cantiforra
    Tira esta mão que já está forra

Sua Majestade o Neném _ Autoria ?

Lembrei de uma musiquinha que ouvia quando tinha uns 5 anos de idade e que não me saiu da cabeça. Pesquisei e achei um post de Luciana Sales, no link indicado acima e cuja letra a Luciana me fez recordar:


"Sua majestade o neném"


Silêncio, que ele está dormindo,
Veja como é lindo,Sua majestade o neném.


Parece com o papai, ou com a mamãe também,
Parece com a vovó? 
Não, Não, Não.
Não se parece com ninguém.


Ele é, tão lindo é.
Sua majestade o neném!!!!!!


A casa já tem novo dono
Um novo Rei no trono
Sua majestade o Neném... 


Silêncio..............

sábado, 24 de abril de 2010

Preocupação de um Líder


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A razão de ser deste Blog, ou minhas razões desarrazoadas

Existem lembranças e recordações dentro da gente que se eternizaram. 
Não é apenas a dúvida que se petrifica dentro da gente, mas os bons 
momentos vividos desde a infância até chegarmos aos tempos atuais. 

Estas coisas belas que se eternizaram, dentro de mim, é a razão de ser 
deste blog, mas eu gostaria que este blog não fosse meu, mas de todos 
os que guardam lembranças que considerem, igualmente, eternas em 
suas vidas. 

Tenho recordações múltiplas da minha vivência escolar. Lembro que
 minha iniciação, nas primeiras letras, quando se ensinava o beabá. 
Penso na minha caneta bico de pena, junto ao tinteiro; da caneta tinteiro; 
Depois veio a esferográfica, prática, boa e barata. Só não podia cair de 
ponta no chão.

Lembro da primeira televisão, preto e branco, trazendo alvoroço  no bairro. 
Todo mundo queria ver. 

Muito tempo depois outro sonho se realizava: chegamos à era da TV a 
cores. Depois esquecemos aos poucos dos videotape. 

Via intelsat recebiamos os sinais e passamos a ficar sintonizados e 
sincronizados com o resto do Brasil. 

Recordo as velhas tardes de domingos e dos cinemas de bairro. 
Do leiteiro colocando o litro do leite,em garrafas de vidro, na 
cozinha lá de casa, sem que tivessemos preocupação alguma 
de sermos furtados.

Lembro de tantas diferentes gentes que, mortas e vivas, permanecem
no meu coração. 

O primeiro beijo de língua - na verdade o primeiro chupão - me fez pular
 de alegria, escondido, no banheiro.

Lembranças das garotas que amei e terminei. Algumas terminaram 
comigo, algo que nunca levei muito à sério. 

Como esquecer aquelas mulheres que me davam prazer e alivio em 
minhas frequentes idas aos bordeis da cidade ? 

Como era bom o roçar de corpos, consentido, dentro dos ônibus cheios, 
com aquela garota considerada linda por todos que as conheciam. 
A viagem era curta, mas o prazer era enorme.

Ah, é gostoso lembra tanta inocência, imaginando seios de tantas 
mulheres maravilhosas tocando meu corpo, sem que eu pudesse apalpa-los. 

Pensar em quantas vezes usei a "mão boba" sobre as coxas daquelas 
apetitosas garotas que buscavam entretenimentor no escurinho do cinema 
e que acabava me entretendo mais que o filme. Aproveitador?
Bote isso no plural ! Todo mundo se dá bem e ninguém fala de ninguém. 

Dos meus amores platônicos, do olhar de Fátima (não esqueço desse momento) 
me vendo beijar outra garota, enquanto eu percebia que ela desejaria estar ali... 
Era tão bonita, mas o destino é assim mesmo. 

As garotas que tive e aquelas que não tive e poderia ter tido, não fosse os meus
vacilos, me trazem satisfação e arrependimentos. 

Das minhas aventuras e desventuras eu guardo quase tudo. 
Mas, geralmente, somos inclinados a contar vantagens. 
Então fico com minhas suaves divagações, aproveitando 
a seletividade da memória.

Como esquecer aquele olhar tão significativo da daquela menina que me paquerava
 da janela do ônibus que sempre passava pra onde eu não ia. 

O destino muitas vezes foi permissivo comigo. Noutras nunca me permitiu condições de uma simples aproximação, pra marcar um simples encontro. O acanhamento também era um fator que complicava minha vida. 

Pensar no passado é como voltar a respirar a atmosfera de uma determinada época, das estações, dos meus invernos interiores. Momentos tristes e alegres. De chegadas e partidas... Das viagens e dos lugares aonde estive.

O que ficou de bom, busco eternizar, o mau, em si, procuro apagar. 

São tantas as lembranças que não poderia contar todas, porisso procuro trazer à tona algumas coisas que me faz rever o lado bom do passado.

Tento externar meus sentimentos via blog, seja na forma de um pensamento, na letra de uma música, através de uma canção, de poesias... 

Até outro momento. 

Fui 

Cena de Cinema - Casablanca

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Sino da minha Aldeia - Fernando Pessoa

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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Autopsicografia - Fernando Pessoa




Atitudes, mãoes e olhares

"Tantas mãos para transformar este mundo e tão poucos olhares para o contemplar"
  Julien Gracq


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