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John Done - Por Quem os Sinos Dobram

“Nenhum homem é uma ilha isolada;
cada homem é uma partícula do continente,
uma parte da terra;
se um torrão é arrastado para o mar,
a Europa fica diminuída,
como se fosse um promontório,
como se fosse a casa dos teus amigos ou a tua própria;
a morte de qualquer homem diminui-me,
porque sou parte do género humano.
E por isso não perguntes por quem os sinos
eles dobram por ti”.
John Donne
Geraldo Azevedo

Ai Que Saudade D'Ocê
Geraldo Azevedo
Composição: Vital Farias
Não se admire se um dia
Um beija-flor invadir
A porta da tua casa
Te der um beijo e partir
Fui eu que mandei o beijo
Que é pra matar meu desejo
Faz tempo que eu não te vejo
Ai que saudade de ocê
Se um dia ocê se lembrar
Escreva uma carta pra mim
Bote logo no correio
Com frases dizendo assim
Faz tempo que eu não te vejo
Quero matar meu desejo
Te mando um monte de beijo
Ai que saudade sem fim
E se quiser recordar
Aquele nosso namoro
Quando eu ia viajar
Você caía no choro
Eu chorando pela estrada
Mas o que eu posso fazer
Trabalhar é minha sina
Eu gosto mesmo é de ocê
Augusto dos Anjos

AUGUSTO DOS ANJOS
Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão — esta pantera —
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
às
03:15
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Se piangi se ridi Lamarca
Outros Olhos

Detalhes
Roberto Carlos
Composição: Erasmo Carlos / Roberto Carlos
Não adianta nem tentar
Me esquecer
Durante muito tempo
Em sua vida
Eu vou viver...
Detalhes tão pequenos
De nós dois
São coisas muito grandes
Prá esquecer
E a toda hora vão
Estar presentes
Você vai ver...
Se um outro cabeludo
Aparecer na sua rua
E isto lhe trouxer
Saudades minhas
A culpa é sua...
O ronco barulhento
Do seu carro
A velha calça desbotada
Ou coisa assim
Imediatamente você vai
Lembrar de mim...
Eu sei que um outro
Deve estar falando
Ao seu ouvido
Palavras de amor
Como eu falei
Mas eu duvido!
Duvido que ele tenha
Tanto amor
E até os erros
Do meu português ruim
E nessa hora você vai
Lembrar de mim...
A noite envolvida
No silêncio do seu quarto
Antes de dormir você procura
O meu retrato
Mas da moldura não sou eu
Quem lhe sorri
Mas você vê o meu sorriso
Mesmo assim
E tudo isso vai fazer você
Lembrar de mim...
Se alguém tocar
Seu corpo como eu
Não diga nada
Não vá dizer
Meu nome sem querer
À pessoa errada...
Pensando ter amor
Nesse momento
Desesperada você
Tenta até o fim
E até nesse momento você vai
Lembrar de mim...
Eu sei que esses detalhes
Vão sumir na longa estrada
Do tempo que transforma
Todo amor em quase nada
Mas "quase"
Também é mais um detalhe
Um grande amor
Não vai morrer assim
Por isso
De vez em quando você vai
Vai lembrar de mim...
Não adianta nem tentar
Me esquecer
Durante muito
Muito tempo em sua vida
Eu vou viver
Não, não adianta nem tentar
Me esquecer...
IOLANDA, CHICO BUARQUE
IOLANDA
Chico Buarque
Esta canção
Não é mais que uma canção
Quem dera fosse uma declaração de amor
Romântica
Sem procurar a justa forma
Do que me vem de forma assim tão caudalosa
Te amo, te amo
Eternamente te amo
Se me faltares
Nem por isso eu morro
Se é pra morrer
Quero morrer contigo
Minha solidão
Se sente acompanhada
Por isso às vezes sei que necessito
Teu colo, teu colo
Eternamente teu colo
Quando te vi
Eu bem que estava certo
De quem me sentiria descoberto
A minha pele
Vais despindo aos poucos
Me abres o peito quando me acumulas
De amores de amores
Eternamente de amores
Se alguma vez
Me sinto derrotado
Eu abro mão do sol de cada dia
Rezando o credo
Que tu me ensinaste
Olho teu rosto e digo à ventania
Iolanda, Iolanda
Eternamente Iolanda
Iolanda
Eternamente Iolanda
Eternamente Iolanda
Fonte: http://vagalume.uol.com.br/chico-buarque/iolanda.html
Luiz Leal - Bons Conselhos - Jules Mazarin, in 'Breviário dos Políticos'

Saber Aconselhar
Jules Mazarin, in 'Breviário dos Políticos'
Fonte: CITADOR
Quando queres dar a entender a alguém que está errado,
começa por falar-lhe doutras coisas, acabando por chegar,
como por acaso, aos actos que merecem reprovação.
Descreve-os, então, de modo caricatural, diz todo o mal
que pensas deles, mas fá-los acompanhar de circunstâncias
diferentes, de modo a que a pessoa que queres aconselhar
não se sinta directamente atingida. Procura que te escute
de boa vontade, sem zangar-se; alegra a conversa com algumas
piadas e, se de súbito o vires fazer má cara, mostra um ar
cândido e interroga-o nesse sentido. Finalmente, misturando-as
com considerações diversas, aborda as soluções a considerar
num caso como o que te preocupa.
Magno Burgos, Naquela Mesa, Sergio Bittencourt

Naquela Mesa
(1970)
Composição: Sérgio Bittencourt
Composição: Sérgio Bittencourt
Naquela mesa ele sentava sempre
e me dizia sempre o que é viver melhor
naquela mesa ele contava histórias
que hoje na memória eu guardo e sei de cor
que hoje na memória eu guardo e sei de cor
naquela mesa ele juntava gente
e contava contente o que fez de manhã
e nos seus olhos era tanto brilho
que mais que seu filho
eu fiquei seu fã.
e contava contente o que fez de manhã
e nos seus olhos era tanto brilho
que mais que seu filho
eu fiquei seu fã.
eu não sabia que doía tanto
uma mesa num canto, uma casa e um jardim
uma mesa num canto, uma casa e um jardim
se eu soubesse o quanto dói a vida
essa dor tão doída, não doía assim
essa dor tão doída, não doía assim
agora resta uma mesa na sala
e hoje ninguém mais fala no seu bandolim
naquela mesa tá faltando ele
e a saudade dele tá doendo em mim...
e hoje ninguém mais fala no seu bandolim
naquela mesa tá faltando ele
e a saudade dele tá doendo em mim...
naquela mesa tá faltando ele
e a saudade dele tá doendo em mim...
e a saudade dele tá doendo em mim...
agora resta uma mesa na sala
e hoje ninguém mais fala no seu bandolim
naquela mesa tá faltando ele
e a saudade dele tá doendo em mim...
e hoje ninguém mais fala no seu bandolim
naquela mesa tá faltando ele
e a saudade dele tá doendo em mim...
naquela mesa tá faltando ele
e a saudade dele tá doendo em mim...
e a saudade dele tá doendo em mim...
eu não sabia que doía tanto
uma mesa num canto, uma casa e um jardim
uma mesa num canto, uma casa e um jardim
se eu soubesse o quanto dói a vida
essa dor tão doída, não doía assim
essa dor tão doída, não doía assim
agora resta uma mesa na sala
e hoje ninguém mais fala no seu bandolim
naquela mesa tá faltando ele
e a saudade dele tá doendo em mim...
e hoje ninguém mais fala no seu bandolim
naquela mesa tá faltando ele
e a saudade dele tá doendo em mim...
naquela mesa tá faltando ele
e a saudade dele tá doendo em mim...
e a saudade dele tá doendo em mim...
domingo, 2 de maio de 2010
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